Tornados no Brasil: eles existem e são mais frequentes do que você imagina!

Sim, a ocorrência de tornados no Brasil é mais comum do que podemos imaginar. Muitas pessoas acham que esse fenômeno só ocorre nos Estados Unidos. No entanto, o nosso país abriga uma das áreas com mais incidência de tornados no mundo: temos o segundo maior corredor de tornados de todo o planeta.

Por isso, saber como eles surgem é vital para a segurança da população. Visto que todos os anos os tornados causam grandes estragos em várias cidades. Por essa razão, os meteorologistas usam dados avançados para monitorar, com maior nível de precisão, as nuvens carregadas. Com base isso, a ciência ajuda a prever o perigo antes que o desastre aconteça nas áreas vulneráveis.

Não é novidade que alguns eventos recentes no sul do Brasil causaram grandes impactos na vida dos moradores. Assim sendo, o interesse pelo tema vem crescendo em todo o país. Nesse cenário, a difusão de informações claras pode reduzir, em certo nível, o medo coletivo durante a passagem da tormenta. Quer saber sobre a ocorrência dos tornados nos solos brasileiros? Então, leia esse artigo agora mesmo!

Didico e Loureto explicam sobre a ocorrência de tornados no Brasil.

Tornados no Brasil: como eles se formam?

Os tornados no Brasil nascem do encontro de duas massas de ar com temperaturas opostas. Em primeiro lugar, o ar quente e úmido vindo da Amazônia desce em direção ao Sul. Ao mesmo tempo, o ar frio vindo da Antártica sobe e avança pelo continente. Esse forte encontro é capaz de gerar nuvens gigantes. Essas nuvens são chamadas de supercélulas.

🦖 Palavras do Dino Didico: “É basicamente uma reunião de massas de ar que terminou em confusão. E pelo jeito alguém nessa reunião perdeu completamente o controle!”

Dentro delas, o ar gira com muita rapidez. Diante disso, a variação na velocidade dos ventos ajuda a criar um funil de ar poderoso. Esse funil desce da nuvem até tocar o chão com força. Mas atenção! Nem toda tempestade consegue formar um funil que desce até o solo.

A alta umidade do ar funciona como um combustível para esse vento. Por causa disso, as ocorrências de tornados aumentam na primavera e no verão. Além disso, o calor do chão acelera o movimento do ar. Desse modo, a atmosfera ganha a força necessária para criar ventos destruidores.

Ilustração dos processo que formam o tornado.
Na imagem, é possível observar o processo que dá origem a formação de tornados.

O corredor de tornados na América do Sul

A região Sul do Brasil concentra a maioria dos ventos mais fortes do continente. De fato, o nosso país faz parte do segundo maior corredor de tornados de todo o planeta. Perdemos apenas para os Estados Unidos, que ocupa o primeiro lugar no ranking.

Por essa razão, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sofrem com frequência. Da mesma forma, partes do Centro-Oeste também registram esse tipo de evento.

🦜 Palavras do Louro Loureto: “Achar que tornado só fala inglês e mora no Kansas é um dos maiores erros que um brasileiro pode cometer.”

Além do mais, a geografia local facilita a passagem rápida do ar. Visto que as grandes planícies direcionam os ventos fortes com uma velocidade de alto nível.

Assim sendo, várias áreas rurais e urbanas ficam expostas às rotas de tornados no Brasil. Em suma, os danos podem ser muito graves. Por isso, todos os dias os pesquisadores monitoram as regiões mais propícias.

Você pode consultar mais dados sobre o clima no site oficial do INMET. Além disso, este órgão emite alertas muito úteis para toda a população. Dessa forma, a sociedade pode se preparar melhor para enfrentar os eventos mais severos. De fato, o monitoramento contínuo do tempo tende a prever os momentos de crise, bem como salvar muitas vidas.

Ilustração do corredor de tornados da América do Sul.
Na ilustração, é possível observar a região onde se localiza o corredor de tornados da Amárica do Sul. Ele se expande para uma parte do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

A escala de medição de tornados e os sinais de perigo

A classificação dos tornados teve o seu início com a Escala Fujita, criada pelo meteorologista Ted Fujita em 1971. O sistema original usava as categorias F0 a F5 e considerava os estragos causados pelo fenômeno para determinar o seu nível de intensidade.

Mas por meio do desenvolvimento das pesquisas e de uma compreensão mais detalhada dos efeitos dos tornados, esse método passou por aprimoramentos. Assim surgiu a Escala Fujita Melhorada, que ficou conhecida pela sigla EF.

Ela também tem seis categorias, que vão de EF0 a EF5, e continua utilizando os danos provocados pelo tornado como uma das principais referências para estimar a velocidade de seus ventos. Em geral, quanto mais severos forem os danos identificados, maior será a categoria atribuída ao tornado. A seguir, veja os possíveis danos:

  • EF0: causa problemas mais leves, como a quebra de galhos, os danos em telhados e o deslocamento de objetos;
  • EF1: pode arrancar as telhas, danificar as estruturas mais frágeis, e até mesmo derrubar árvores e deslocar os veículos;
  • EF2: causa danos mais consideráveis, como a remoção de telhados, a quebra de árvores e os problemas nas estruturas de construções;
  • EF3: pode provocar danos graves em casas e edifícios, além de derrubar árvores e estruturas mais resistentes;
  • EF4: causa destruição em nível severo, podendo deixar as construções com muitos danos ou parcialmente destruídas;
  • EF5: diz respeito aos danos mais extremos, podendo resultar na total destruição de construções bem projetadas.

Na maioria dos casos, os tornados no Brasil ficam entre os níveis EF0 e EF2. Porém, algumas tempestades históricas já atingiram o nível EF3, com ventos bem rápidos. Nesses casos, alguns carros foram arremessados para longe e casas caíram por completo. Por essa razão, o fenômeno provoca um grande impacto nas comunidades.

🦖 Palavras do Dino Didico: “E vale lembrar: essa classificação não é simplesmente uma contagem de objetos destruídos. Os especialistas analisam diferentes indicadores de danos para estimar a intensidade do tornado. Assim, não basta chegar e dizer: ‘Quebrou tudo, coloca EF5!’”

Ilustração dos tornados da Escala Fujita Melhorada.
Ilustração que mostra a força dos tornados de acordo com a Escala Fujita Melhorada.

Sinais importantes para observar

De certo, a observação do céu ajuda o prever um risco eminente da formação de um tornado na sua região. Mas, para isso, é importante ficar atento aos sinais que podem indicar a passagem de uma tormenta. Separamos alguns detalhes que costumam alertar sobre a hora de se afastar e buscar um abrigo seguro:

  • o céu com uma cor muito escura ou até mesmo esverdeada;
  • uma chuva de granizo grande caindo antes de um vento forte;
  • um barulho alto e contínuo que lembra o som de um trem;
  • a queda rápida na pressão do ar na hora da tempestade.

Em suma, o som ensurdecedor tende a ser citado por quase todas as pessoas que já presenciaram a passagem de um tornado. Além disso, a rápida mudança na cor do céu indica a presença de gelo na nuvem. Assim sendo, o local ganha um aspecto ameaçador em poucos minutos. Por isso, achar um abrigo seguro deve ser a sua prioridade.

🦜 Palavras do Louro Loureto: “Se o céu ficou verde, caiu granizo e apareceu um barulho de trem. É luz solar refratada em gelo pesado…. talvez não seja a hora de sair para tirar selfie!”

Supercélula no tom esverdeado.
O tom verde no céu resulta da luz solar filtrada por nuvens densas carregadas de gelo, sinalizando tempestades severas (supercélulas). As fortes correntes de ar ascendentes que sustentam esse peso no ar alimentam a rotação interna da tempestade, criando o ambiente propício para a formação de tornados.

Os casos históricos marcantes de tornados no Brasil

O evento que ocorreu em Indaiatuba, no estado de São Paulo, no ano de 2005, marcou o país. Naquela ocasião, ventos muito fortes destruíram áreas industriais em poucos segundos. Além disso, as imagens do tornado ainda circularam entre as pessoas e impressionaram muitos cientistas. Esse fato fez o estudo sobre o tema ganhar mais força nas nossas universidades.

A cidade de Xanxerê, em Santa Catarina, viveu uma tragédia parecida em 2015. Uma vez que os ventos de quase 250 km/h derrubaram muitas casas e prédios. Por causa disso, o município levou muito tempo para reconstruir os seus bairros. Mas a ajuda mútua entre os moradores acelerou a recuperação da região.

A cidade de Taquarituba também passou por momentos difíceis em 2013. Com base nisso, a destruição provou que o interior de São Paulo também pode ser considerado um local vulnerável. Hoje em dia, os relatórios do CPTEC/INPE ajudam a mapear os riscos no local. A pesquisa feita dia após dia é vital para proteger a vida de todos os moradores.

Como se proteger durante a passagem de um tornado?

Saber agir rápido faz toda a diferença para garantir a sua sobrevivência. Em primeiro lugar, procure abrigo em uma construção forte e sólida de alvenaria.

Além do mais, fique bem longe de janelas e de portas de vidro. Até porque os cacos de vidro podem voar com a força do vento e causar ferimentos graves.

Se você estiver na rua quando a tempestade começar, entre no prédio seguro mais próximo. Nunca se abrigue debaixo de árvores frágeis, placas altas ou pontes com regiões ruidas.

Junto a isso, ter um plano simples em família evita o pânico na hora de uma possível emergência. Com base nisso, converse com os seus parentes sobre qual é o ponto mais seguro da casa. Assim, todos saberão para onde ir se um tornado passar. Siga estas orientações práticas durante o evento:

  • vá para o cômodo central da residência ou para o banheiro;
  • proteja a sua cabeça com colchões, travesseiros ou capacetes duros;
  • desligue o gás e a chave geral de energia da casa;
  • espere o tornado passar por completo antes de sair do abrigo.

🦖 Palavras do Dino Didico: “Por que correr para o banheiro? As tubulações encanadas nas paredes fornecem um reforço estrutural extra à alvenaria e, na maior parte das vezes, é um cômodo que não tem janelas para o exterior. Pena que a minha espécie não tinha um banheiro com parede reforçada na Era Mesozoica.

Didico e Loureto se protegendo de ventos fortes em um lugar seguro.
Didico e Loureto se protegendo, no banheiro, da passagem de um tornado. Eles usam travesseiro e capacete para aumentar a proteção, conforme o recomendado.

Tecnologia e alertas no celular

Hoje em dia, a rede de radares modernos melhora a detecção dos ventos por todo o país. Além disso, as imagens enviadas por satélites mostram o avanço das chuvas em tempo real.

Assim, os centros de meteorologia conseguem emitir avisos com antecedência. Mas prever o ponto exato onde o tornado tocará o solo ainda é um desafio para a ciência. Por isso é preciso redobrar a atenção.

Os sistemas de alarme no celular, por exemplo, avisam bairros inteiros sobre a possiblidade de tempestades severas. Dessa forma, a população ganha minutos valiosos para buscar um abrigo seguro de forma rápida.

Em suma, a tecnologia moderna pode ajudar a diminuir a quantidade de vítimas nesses eventos. Assim sendo, a prevenção inteligente salva muitas vidas todos os anos nas cidades do Brasil.

Além disso, a conscientização da sociedade cresce a cada novo tornado registrado. Visto que as pessoas aprendem a respeitar os avisos dos órgãos competentes. Por isso, a informação correta é a melhor ferramenta contra o perigo. Em suma, a educação ambiental pode transformar a postura da sociedade em meio as tempestades.

As mudanças climáticas e o futuro

Muitos cientistas investigam os efeitos do aquecimento global na ação dos tornados. De fato, o aumento da temperatura dos oceanos injeta mais umidade no ar.

Além do mais, o calor extremo cria condições ideais para a formação de tempestades muito fortes. Por causa disso, alguns eventos severos poderão surgir com mais frequência nos próximos anos.

🦜 Palavras do Louro Loureto: “Aquecimento global injetando mais vapor d’água no ar é simplesmente mais combustível para tempestades severas!”

O avanço das pesquisas sobre tornados no Brasil permitiu mapear as áreas de maior risco. Os dados indicam, por exemplo, que as tempestades estão mais comuns na região Sul.

Por isso, adaptar as nossas cidades para os ventos fortes tornou-se uma prioridade. Com base nisso, engenheiros criam projetos de casas mais resistentes para proteger as famílias durante a passagem da tormenta.

Além do mais, o desmatamento e as queimadas alteram a temperatura e a umidade da região. O fato pode afetar o processo de formação de nuvens e a circulação do ar. Essas mudanças tendem a desequilibrar o clima local e regional. Assim sendo, combater a destruição da natureza também ajuda a reduzir esses impactos e os riscos para as futuras gerações.

Didico e Loureto fugindo de um tornado.
Didico correndo para bem longe de um tornado. O Loureto está voando rápido para se afastar do fenômeno. É importante manter distância de tormentas como essas.

Os mitos e as verdades sobre os tornados no Brasil

Nos dias atuais, existem muitos mitos sobre a ocorrência de tornados no Brasil. Algumas pessoas ainda acham que o nosso país é imune a esse tipo de tormenta.

No entanto, a história mostra que esse pensamento está errado e é muito perigoso. Por isso, esclarecer os fatos ajuda a construir uma postura mais preventiva em todos os estados brasileiros.

De fato, nem todo vento forte e veloz é considerado um tornado. Por essa razão, saber diferenciar os vendavais mais simples dos grandes eventos é muito fato muito importante.

A ciência meteorológica trabalha com dados exatos no intuito de não cometer erros na hora da análise. Desse modo, é possível evitar as conclusões erradas.

Outro mito comum é achar que os grandes rios protegem as cidades vizinhas. Muito pelo contrário: o vento forte consegue atravessar os rios, os lagos e as serras com certo nível de facilidade.

Na verdade, nenhuma região pode se considerar livre das grandes tempestades. Por essa razão, estar preparado para agir diante de uma emergência é um ato muito significativo em todas as cidades do Brasil.

Loureto observa uma tromba d'água
Quando a mesma coluna de ar em alta rotação de um tornado se forma ou se desloca sobre oceanos, mares ou lagos, o fenômeno recebe o nome de tromba d’água. Apesar da crença popular, o funil não “suga” a água do mar até as nuvens; ele é composto por ar em alta velocidade e vapor condensado, erguendo apenas uma névoa de respingos na superfície aquática.

A importância da proteção comunitária

A Defesa Civil tem um papel essencial no treinamento de todos os cidadãos. Visto que as simulações de evacuação dos locais de risco ensinam até mesmo as crianças a manterem a calma nos momentos de crise.

Assim sendo, as comunidades bem-informadas têm mais chances de se salvar em meio as tempestades extremas. Além disso, o trabalho em equipe fortalece a segurança em todos os bairros.

Os alertas sobre a chegada de tornados protegem as cidades vulneráveis. Os avisos sonoros em áreas de risco avisam sobre o perigo iminente.

Assim, os moradores têm tempo suficiente para buscar os abrigos seguros. De certo, a ação rápida reduz bastante o risco de acidentes graves.

Além do mais, os grupos de voluntários também ajudam na hora do socorro imediato às vítimas. Dessa forma, o apoio chega mais rápido às pessoas necessitadas após a passagem da tormenta. De certo, a união faz toda a diferença na reconstrução das áreas afetadas. Até porque a solidariedade é uma grande corrente de união diante desses eventos climáticos.

A atenção constante e os planos de ações eficientes de prevenção são fundamentais para lidar com os tornados no Brasil. Com base nisso, mantenha-se informado por meio dos canais oficiais e respeite os alertas sobre o clima.

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Aproveite para ler sobre os rios voadores! Você vai gostar de conhecer esses corredores de umidade que ajudam a levar chuva para diferentes regiões do Brasil.