Extinções em massa: você sabia que a vida na Terra quase acabou cinco vezes?

As extinções em massa são vistas como um grande fenômeno que marcou o passado do planeta Terra. Ao longo de bilhões de anos, a vida passou por crises muito graves e, em pouco tempo, várias espécies foram extintas. Mas, ainda assim, a natureza com a sua força, achou meios de se recuperar.

Muitas pessoas pensam que apenas os dinossauros viram o grande fim. Porém, a Terra passou por cinco grandes eventos que mudaram para sempre a evolução da vida. Cada um deles deixou marcas profundas nos oceanos, nas florestas e nos continentes.

Além disso, tais eventos ajudam os cientistas a entender de que forma o clima, a ação de vulcões e o choque de asteroides podem mudar a biodiversidade do mundo. Por isso, estudar o passado é uma boa forma de entender o presente e o futuro.

Gosta de temas sobre ciência e natureza? Então, este artigo foi feito para você. Leia agora e entenda como a vida venceu as maiores catástrofes que já ocorrem na Terra!

Extinções em massa na Terra

Extinções em massa: o que são e por que ocorrem?

Extinções em massa é o termo usado para falar sobre um evento que elimina grande parte das espécies em um nível global. Mas, diferentes das formas de extinções mais comuns, ele ocorre em um prazo curto de tempo na história geológica.

De um modo geral, tais eventos surgem após as mudanças drásticas no ambiente. As grandes erupções vulcânicas, por exemplo, podem mudar muito o clima. Da mesma forma, o impacto de asteroides consegue gerar mudanças rápidas em todo o planeta.

🦖 Palavras do Dino Didico: “É como apertar o botão de reiniciar… só que sem salvar o progresso.”

Além disso, as oscilações no nível do mar, bem como falta de oxigênio nos oceanos e as grandes mudanças no clima também tendem a contribuir para o fim da vida. Como fruto desses impactos, muitos seres vivos não conseguem se adaptar ao novo meio. Daí, pode surgir um grande evento de extinção em alto nível.

A primeira grande crise: Ordoviciano-Siluriano

A primeira crise ocorreu há cerca de 444 milhões de anos. Na ocasião, a maior parte da vida estava nos oceanos. Por isso, os organismos marinhos sentiram os maiores impactos.

O Terra sofreu um resfriamento por longo tempo. Logo, o frio era muito intenso. Diante disso, grandes geleiras se formaram e o nível do mar reduziu de forma rápida. Além disso, muitos habitats desaparecem naquele mundo que se mostrava cada vez mais inóspito a vida. Estima-se que cerca de 85% das espécies foram extintas. Ainda assim, alguns grupos sobreviveram e deram origem a novas formas de vida.

O evento Devoniano Tardio

A segunda extinção em massa aconteceu há cerca de 372 milhões de anos. Mas, diferentes de outras ocasiões, ela se deu em várias fases ao longo de milhões de anos.

🦖 Palavras do Dino Didico: “Foi uma crise em parcelas. Milhões de anos de prestações.”

Os cientistas ainda buscam as causas exatas para tal fato. Porém, há algumas evidências de mudanças no clima, ações de vulcões e menor nível de oxigênio nos mares.

Com base nisso, muitos seres que habitavam os mares desaparecem. Os recifes, por exemplo, sofreram perdas muito intensas. Mesmo assim, a vida seguiu o seu curso de evolução. Veja os principais efeito do evento:

  • a perda de grande parte da vida que habitava o mar;
  • o colapso de antigos ecossistemas dos oceanos;
  • as mudanças intensas na biodiversidade da Terra.

A grande morte do Permiano

A terceira extinção em massa foi a mais dura de todas. Ela ocorreu há cerca de 252 milhões de anos e ficou conhecida como a Grande Mortandade.

Nesta época, os vulcões provocaram grandes erupções e enviaram muitos gases para a atmosfera do planeta. Com base nisso, o clima mudou de forma brusca.

Além disso, os oceanos sofreram com a falta de ar provocada pelo baixo nível de oxigênio. Muitos locais se tornaram hostis para a vida. Acredita-se que mais de 90% das espécies que viviam no mar desapareceram.

🦖 Palavras do Dino Didico: “Quando mais de 90% das espécies marinhas desaparecem, fica difícil chamar isso apenas de crise. Foi uma verdadeira reinicialização da vida no planeta.”

Apesar da grande destruição, alguns grupos sobreviveram. Após isso, eles ocuparam nichos vazios e deram o impulso para as novas etapas de evolução.

O Inostrancevia viveu no fim do Período Permiano
O fim do Permiano marcou o encerramento de uma era. O Inostrancevia foi uma das criaturas que testemunharam os últimos capítulos desse mundo perdido.

A extinção do Triássico

A quarta extinção em massa se deu há cerca de 201 milhões de anos. Este fato marcou o fim do Triássico e deu vez ao domínio dos dinossauros.

Mais uma vez, os vulcões tiveram um papel central. Além disso, houve forte mudança na composição da atmosfera.

Como o passar do tempo, muitas espécies desapareceram. Porém, alguns grupos de dinossauros seguiram o curso da vida e se diversificaram de forma rápida. Em suma, eles dominaram a Terra por milhões de anos.

O fim do mundo dos dinossauros encerra as extinções em massa

De um modo geral, quando algumas pessoas pensam em extinção em massa, logo lembram do tempo dos dinossauros, que ficou conhecido como Era Mesozoica. O evento de extinção ocorreu há cerca de 66 milhões de anos.

A maior hipótese aponta para o choque de um grande asteroide em uma região que hoje se localiza no México. O impacto liberou um alto teor de energia.

Após isso, a poeira e as partículas bloquearam uma parte da luz do sol. Assim sendo, o clima mudou de forma rápida e muitas cadeias alimentares entraram em alto colapso.

Junto com os dinossauros não-avianos, várias outras espécies tiveram o fim decretado. Porém, os mamíferos, as aves e outros organismos sobreviveram. Veja o que se deu após o grande choque:

  • a queda bruta da temperatura do planeta;
  • a redução da luz do sol;
  • o fim de ecossistemas inteiros;
  • a expansão futura dos mamíferos.
Entre as extinções em massa, as dos dinossauros é a mais conhecida.
O asteroide que atingiu a Terra formou a Cratera de Chicxulub, uma estrutura com cerca de 180 quilômetros de diâmetro que ainda existe na Península de Yucatán, no México.

Existe uma sexta extinção em curso?

Hoje em dia, muitos pesquisadores falam sobre a chance de uma nova extinção em massa. Mas desta vez, a causa central seria a mão do homem.

De fato, ações como o desmatamento, a poluição, as mudanças no clima e a perda dos habitats afetam milhares de espécies no mundo. Por isso, o alerta é real.

No entanto, há uma parte que destoa de forma muito significativa. Visto que ao contrário dos grandes eventos anteriores, o ser humano pode agir para reverter os males.

Além disso, as políticas de preservação, as áreas sob proteção e as ações de sustentabilidade ajudam a preservar a biodiversidade do nosso planeta.

O que podemos aprender com essas extinções em massa?

Cada extinção em massa deixou lições de grande peso para a nossa ciência. Aliás, tais fatos mostram que a vida é resiliente, mas também tem o seu limite.

Além disso, eles provam como as rápidas mudanças ambientais podem mudar todo o globo terrestre. Por isso, interpretar o passado ajuda a entender como lidar com os desafios de agora.

Os fósseis são marcas reais dessas grandes transformações. Deste modo, os cientistas podem compreender os ecossistemas antigos e analisar como a vida reagiu a essas grandes crises.

Ao mesmo tempo, tais descobertas mostram que a biodiversidade é um patrimônio de alto valor. Assim sendo, quanto maior a quantidade de espécies, maior também será chance de adaptação dos ecossistemas.

Conclusão

Ao longo da história do nosso planeta, cada extinção em massa mudou o curso da rota da evolução. Até porque algumas eliminaram a maior parte da vida existente. Ainda assim, novas espécies surgiram após cada crise.

Portanto, estudar esses eventos não significa apenas olhar para o passado. Significa também compreender os riscos que a vida enfrenta hoje.

🦖 Palavras do Dino Didico: “A Terra já mudou de protagonistas várias vezes. A pergunta é: qual será o próximo capítulo dessa história?”

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